Nas suas palavras, canta a essência da alma e da vida Cabo-verdiana.
Newsletter

Introduza o seu endereço de e-mail:

feedback dos fãs
um abraço ao sr Armando depois de longos dias no h...
Ola Celina! Como embaixatriz das novas vozes e rit...
Maravilhoso
Nossaaa..
Olá Celina! falhei à reunião...muito em breve, ire...
Quando a voz é doce, a música curva-se ante a melo...
sou irmà do luis fortes. sou orgulhosa de ser cabo...
Este blog está em destaque na homepage do SAPO Cab...
olá.infelizmente, não sabemos a que música se refe...
pesquisar neste blog
 
arquivos
18
Jul
09

Natural da Ilha da Boa Vista Cabo Verde, Celina Pereira seguiu com a sua família para a ilha de S. Vicente quando apenas contava seis anos de idade. Da sua família herdou a veia artística. O seu avô paterno, pai de 17 filhos e padre católico, era filólogo, poeta, músico e pintor. Um homem que soube transmitir a sua enorme sabedoria e talento aos seus filhos.

 

Da mãe, Celina recorda o enorme apego à família, o carinho extremo com que tratava os que lhe eram queridos e a sua constante necessidade de agradar. Fala-nos do “Pudim de Queijo” que sempre esperava quem aparecia. E das mornas de Eugénio Tavares, que cantava ininterruptamente. E fados. O pai tinha sempre a telefonia ligada na BBC ou na Emissora Nacional. A mãe cantava sobre a voz de Amália.

 

Celina Pereira, menina de 8 anos, começou a cantar como solista do orfeão, na igreja protestante do nazareno. Seguiu-se o “Eden Parque”, no Mindelo, e os seus “Serões para Trabalhadores, sempre às escondidas do pai. A sua primeira actuação profissional foi em 1968, com 25 anos, a convite do Grupo Ritmos Cabo-Verdianos. Seguiram-se os convites de Bana para actuações nos saraus que organizava.

 

Em Portugal, a sua primeira actuação na televisão foi no programa “Arroz Doce” de Júlio Isidro, onde conheceu Eunice Muñoz e Marina Mota que actuavam como residentes. Isto, por ocasião da promoção do disco “Mar Azul - Cantá Mudjers”, resultante do 1º Festival de Vozes Femininas, organizado pela OMCV - Organização das Mulheres de Cabo Verde.

 

Desde sempre preocupada com as questões da preservação da memória colectiva e, consequentemente, da própria identidade do povo caboverdiano, Celina Pereira vem cumprindo – desde o seu primeiro LP "Força di Crêtcheu" gravado em Lisboa em 1986 –, a aventura de tentar recuperar o que de mais precioso tem a alma do seu povo.

 

Com pesquisas e recolhas efectuadas em Cabo Verde e na diáspora caboverdiana, Celina Pereira apresenta, num repertório de luxo, mazurcas, cantigas de casamento e mornas, cantigas de roda, lunduns, choros, lenga-lengas e toadas rurais, tudo fazendo parte integrante das mais ricas tradições orais caboverdianas. Com este aturado e sistemático trabalho tem possibilitado a salvaguarda de temas em vias de irrecuperável extravio.

 

Como artista multifacetada, Celina Pereira tem ainda desenvolvido actividade permanente em diversas áreas da comunicação, nomeadamente como jornalista de rádio e contadora de estórias, actividade iniciada em liceus e escolas de Boston, Massachussets, USA, desde 1990.

 

Nas suas palavras, canta a essência da alma e da vida Cabo-Verdiana. Nos festivais internacionais de música, integra-se na «world music» pelo seu repertório e qualidades vocais e interpretativas. O seu nome aparece ao lado de artistas como Youssou Ndour (Senegal), Célia Cruz (Cuba), Olodum, Daniela Mercury, Chico César, Carlinhos Brown, Martinho da Vila, Gilberto Gil (Brasil), Manu di Bango (Camarões), Rokia Traoré, Inez Mettzel (Argélia), Grupo TARTITT (Mauritânia – Mulheres Berberes), Al Jarreau, Bob McFeryn, Nina Simone, Manhatan Transfer (USA).

 

Tem-se apresentado em salas carismáticas como a Opera House, Alte Opper, Frankfurt; Quasímodo, Berlim; De Doelen, Rotterdam; Teatro Bebienna, Mantova, Itália; Tom Brasil, S. Paulo; CCB - Centro Cultural de Belém; Sala dos Espelhos do Palácio Foz, Lisboa; Convento dos Capuchos, Caparica, Portugal; Teatro Le Trianon; sempre muita aplaudida pela imprensa internacional.

 

No Frankfurt Algemeine Zeitung, jornal alemão, a música de Celina foi definida como tónico para europeus nervosos.

 

Com uma imagem marcante, olhos verdes e olhar penetrante, Celina diz que é uma mulher exigente e orgulhosa mas que não tem mau feitio. Inteligente e culta, é com grande empenho e dedicação que abraça os seus projectos e com muita garra que luta por eles. O céu é o seu único limíte e a sua flor preferida, a rosa amarela.

 

Celina Pereira, que é professora de formação e fala seis línguas, foi galardoada em 2003 pelo Presidente da República Portuguesa com a Medalha de Mérito – grau de Comendadora.

 

publicado por Celina Pereira às 17:23
De Celina a 6 de Agosto de 2009 às 15:34
Celina Pereira é uma estrela cabo-verdiana por quem tenho um carinho especial. E, por acaso, só por acaso, tenho o mesmo nome que ela: também sou Celina Pereira, nome completo: Celina Helena Santiago Pereira... As pessoas passam a vida a brincar comigo, por eu ter nome de uma pessoa muito conhecida. Gosto imenso de ouvir a Celina a interpretar "Nha confição " de J. Monte, uma bonita canção dedicada à ilha de São Vicente, minha terra natal.

Desejo muitas e muitas felicidades a esta grande artista!

fotos
Contactos
António Gonçalves Pereira
Tlm: 91 785 7111
E-mail: celina.agp@gmail.com
blogs SAPO