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Celina Pereira mostra “contos e cantos” de Cabo Verde em dezenas de escolas portuguesas

27 Novembro 2009, por Otília Leitão, in Semana Online

De braço no ar, vários meninos portugueses assinalavam à Celina Pereira, a cantora, que sabiam palavras em crioulo, mas o Mário, de pais de Santiago, sabia o nome de todas as ilhas de Cabo Verde e, como a Mabel de S. Tomé, falava o crioulo sem hesitação: “min sta gosta di bo”, dizia enquanto os outros procuravam repetir em conjunto. Celina Pereira concretizava a sua interacção no âmbito do programa “Contos e Cantos” de Cabo Verde, que desde o dia 16 tem percorrido mais de três dezenas de escolas.

Estava-se na Escola EB2 e 3 de Vale Milhaços, na margem sul do Rio Tejo, numa escola de novecentos mil alunos de um vasto leque de origens e que vai até ao nono ano.
O trabalho da artista, que é também pedagoga, insere-se no projecto Estação do Livro 2009, promovido pela Biblioteca Municipal do Seixal sob o lema “Ver e Olhar” em 31 escolas do ensino básico e secundário.
Celina é a única que faz este tipo de interactividade, guardando consigo um conjunto de recordações e cartas que os seus alunos lhe oferecem – incluindo a do Pedro de cinco anos que lhe escreveu de Goiás Brasil, a agradecer-lhe quando ela esteve lá no Verão passado em idêntica acção . “Quero com estes desenhos e cartas fazer uma exposição, ou mesmo uma galeria no meu blogue", comenta a artista, para quem “este trabalho é gratificante pelas sementes de cultura” que vai espalhando e que vão frutificando.
“Rodeada de adolescentes do sexto ano, explicou a origem do crioulo como uma língua cabo-verdiana, a partir da fusão do português arcaico, com as línguas dos escravos. Falou da lusofonia e “dos países irmãos que falam o português”.
À pergunta Quem sabe crioulo? Viam-se braços no ar e choviam perguntas: Como se diz eu sei cantar? ou Vamos ouvir?. E Celina falava em crioulo nas diferentes variantes.
A cantora, "interagindo" com os alunos de forma viva e envolvente, ia introduzindo os costumes, as comidas, a música, a cultura cabo-verdiana.
Cantou “Sodade” que todos conheciam ser de Cesária Évora, traduzindo, com o mimetismo dos alunos, do crioulo para o português e vice-versa. Mostrou o seu trabalho, um audio-livro já esgotado no mercado, intitulado “Estória, Estória...”, com nova edição para breve.
Munida de um rádio-gravador, Celina Pereira ensaiou, do seu álbum, o conto/jogo “escravos de Jó” procurando com isso a constante participação dos alunos que, com os seus professores, enchiam o auditório da escola.
A finalizar, uma cantiga sobre a aranha “Anaiza” de sete patas e cintura fina, onde cada aluno é instado a dar-lhe um bocadinho de cachupa...coco...doce...batatas fritas... atando à cintura da aranha um fio para a chamar, e quando a comida cheirosa ficou pronta, todos puxaram os fios, para avisar a aranha. Foi assim que Anaiza, tendo sido puxada por tantas fios ao mesmo tempo, se sentiu espartilhada e então ficou com uma cintura muito fina.
A actividade chegou ao fim com a expressão espontânea de uma massa jovem: “Tudo cosa qui e sabi, acaba dpressa”.

Ver mais em: http://www.asemana.publ.cv/spip.php?article47539&ak=1

 

 

publicado por Celina Pereira às 19:46

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E-mail: celina.agp@gmail.com
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