Nas suas palavras, canta a essência da alma e da vida Cabo-verdiana.
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25
Ago
09

CELINA PEREIRA NO JOÃO KLEBER TOTAL

 

No seguimento do Cabo Verde Beach Jam, Elsa Raposo entrevistou Celina Pereira para o João Kleber Total, da TV Record.

 

Tratou-se de uma conversa animada e muito envolvente, na qual se abordou a carreira e os novos projectos de Celina Pereira. Elsa Raposo, visivelmente emocionada, demonstrou-se uma fã incondicional de Celina, conhecedora do seu trajecto.

 

Não perca: TV Record, João Kleber Total

  • Domingo, 6 de Setembro, 18.30h
  • Quinta-Feira,10 de Setembro, 16.30h

 

publicado por Celina Pereira às 16:58

Mais uma deliciosa tertúlia organizada por Lauro António no mítico VáVá, em Lisboa, com Ivan Lins como convidado e tema desta vez. Celina Pereira marcou presença, tal como Carlos do Carmo, Fernando Acosta e outros amigos portugueses.
A conversa e o ambiente foram óptimos, viajando-se pela longa e frutuosa carreira deste artista brasileiro, agora residente na Lisboa que o apaixona.

  

http://vava-diando.blogspot.com 

 

 

 

 

publicado por Celina Pereira às 16:29

Aproveitando a vinda a Portugal deste músico de altíssima qualidade, com o qual já actuou, Celina Pereira não quis perder a oportunidade de assistir ao seu espectáculo no CCB, bem como de pôr a conversa em dia, após o mesmo.

Estando Celina a preparar o seu próximo disco, será que...? Saberemos lá para Outubro.

publicado por Celina Pereira às 16:25
11
Ago
09

Cabo Verde Beach Jam
UMA GRANDE NOITE DE MORNAS AO LUAR

Na passada sexta-feira, 7 de Agosto, grande festa Cabo Verde Beach Jam pôs ao rubro as várias centenas de amigos e fãs de Celina Pereira que fizeram questão de estar presentes neste singular evento que decorreu no bar “Golfinho”, na Praia da Saúde, na Costa de Caparica. Esta etapa das celebrações dos 40 anos de carreira da cantora Cabo-Verdiana, à qual se associou o Sapo CV, tinha o intuito de promover o convívio, a tertúlia, sem a distância dos grandes palcos.

 

Nem o menos simpático vento que se fez sentir ao longo da noite demoveu os inúmeros amigos que ali acorreram, num encontro que começou por volta das 19h e que terminou com uma actuação intimista da grande Celina Pereira, já a noite ía longa.

Ainda com o sol a preparar-se para proporcionar um espantoso final de dia, começaram a chegar à praia os primeiros rostos, ansiosos para verem, ouvirem e felicitarem a cantora, que começou por, informalmente, hastear a bandeira de Cabo Verde. Estava tudo a postos para uma noite de grande diversão e saudável convívio, acompanhado dos deliciosos petiscos cabo-verdianos, confeccionados pelas “Batucadeiras Voz de África”, também presentes nesta festa.

 

Houve catchupa, torresmos, linguiças, maçarocas, doces variados e claro, os famosos Grog e Pontche, típicos de Cabo Verde. Já as muito solicitadas caipirinhas ficaram a cargo do “Golfinho” e estavam uma delícia!

Celina Pereira abriu a noite, acompanhada por Zé Mário (percussão), Nelson Costa (violão) e por John Santos (cavaquinho), um grande amigo que a acompanhou durante muitos anos e em muitas tournées e que tinha ido apenas para jantar. Esta primeira actuação foi dedicada aos mais pequeninos, antes que fosse hora da caminha. Celina Pereira cantou “Blimundo” com Vilma Vieira, do “Entre Mornas e Fados” e filha de Paulino Vieira, que a todos deliciou com a sua voz.

 

Assistiu-se depois ao lançamento do blog de Celina Pereira - http://celinapereira.blogs.sapo.cv - desenvolvido pelo Sapo CV e foi a própria Celina, com a ajuda da fantástica equipa do Sapo CV, que introduziu o primeiro comentário.

 

O bar estava completamente cheio quando as “Batucadeiras Voz de África” passaram dos petiscos para o palco e, com os seus trajes típicos, cantaram, batucaram e dançaram alguns dos seus temas, pondo os convidados ao rubro.

Enquanto se esperava pela última actuação de Celina Pereira, dançou-se ao som dos temas escolhidos pelos elementos mais novos das Batucadeiras, enquanto os Sapinhos, que distribuíram T-shirts a quem dançou com eles, iam tirando fotos com e dos convivas, que eram de imediato colocadas online.

 

 

 Celina Pereira subiu de novo ao palco para mais umas mornas e mazurkas e, por volta da 1 da manhã, directamente de Lisboa onde tinham estado a actuar, chegaram os seus músicos do espectáculo “Entre Mornas e Fados”, Adérito Pontes, Djudjuti Alves e Armando Tito, que ajudaram Celina a brindar-nos com temas como Boavista, Fuskinha ou Bejo de Sodad, para o qual chamou Duarte, um dos fadistas do Entre Mornas e Fados. Como já vai sendo hábito, o público suplicou, e mais ainda a família, pelo tema Avé Maria do Morro, a que Celina acabou por aceder. Fez-se silêncio absoluto e a voz sentida e celestial fez cair algumas lágrimas. “Bravo”, gritou-se no final.

 

Foi uma Celina Pereira feliz que agradeceu a presença de todos e relembrou alguns amigos músicos e cantores que também estiveram presentes, embora não tenham chegado a cantar, como Anabela. A festa Cabo Verde Beach Jam foi um enorme sucesso e Celina Pereira despediu-se deixando no ar um novo “Mornas ao Luar”, para o início de Setembro, também numa praia perto de Lisboa.

 

publicado por Celina Pereira às 17:40
02
Ago
09

CELEBRAÇÃO NO S. JORGE
CIDADE VELHA - PATRIMÓNIO MUNDIAL



UM ESPECTÁCULO
INESQUECÍVEL!

Com ritmos e sonoridades distintas mas a uma só voz, a UCCLA – União das Cidades Capitais de Língua Portuguesa – e a Câmara Municipal de Lisboa homenagearam, no dia 24 de Julho, no cinema São Jorge, em Lisboa, a Cidade Velha de Santiago, recentemente classificada pela UNESCO como Património Mundial da Humanidade.

Foram muitos os que subiram ao palco numa noite sem precedentes para prestarem o merecido reconhecimento à Cidade Velha.

  
Às 21h30, o black out  no São Jorge dava início a um espectáculo grandioso. Pela voz,  cantada e falada, de Vera Cruz ouviu-se “Regresso” de Amilcar Cabral. Em seguida e pelo fundo da sala, entraram as “Batucadeiras Voz de África”. Com os seus batuques, treze mulheres, símbolo máximo da cultura tradicional Cabo-verdiana, cantaram “Património Mundial”, tema composto. especificamente para este dia, entre outros.


Com uma plateia já contagiada pela força e garra destas extraordinárias mulheres, foi tempo de ouvirmos a Vereadora da Câmara Municipal de Lisboa - Sr.ª Dr.ª Manuela Júdice
e de nos deliciarmos, em seguida, com a tradição musical portuguesa e o fado de Coimbra, na voz dos “Alma de Coimbra”.



Um fabuloso côro de 35 vozes masculinas, acompanhado quer ao piano e ao contrabaixo, quer à viola e à guitarra portuguesa, interpretou 5 temas e arrancou um encore à plateia.

Com umas palavras do Sr. Eng. Miguel Anacoreta Correia, Secretário Geral da UCCLA, e um poema dito por Arménio Vieira, recente vencedor do prémio Camões, chegámos ao fim da primeira parte.



ENTRE MORNAS E FADOS
Após o intervalo, o cenário era já outro e a guitarra e o cavaquinho, unidos pela arte da cenógrafa Anésia de Medeiros, deixavam adivinhar a fusão de musicalidades.



O “Entre Mornas e Fados” de Celina Pereira subiu, uma vez mais, a palco, simbolizando a união de culturas e a proximidade entre dois povos, unidos pela língua, pela música e pelos afectos. Três músicos cabo-verdianos e dois portugueses acompanharam Celina Pereira e os seus convidados, durante cerca de uma hora, que pareceu pequena a muitos dos que encheram o São Jorge.

Ouvimos de novo o fado pela jovem fadista Carminho Moniz Pereira. Derretemo-nos com a doçura na voz de Vilma Viera e gritámos “Bravo” aos magníficos duetos de Celina Pereira e Duarte, uma grande promessa do fado que nos chega de Évora.

Mas a grande surpresa da noite estava na plateia. Bana, o grande cantor Cabo-Verdiano honrou este espectáculo com a sua presença e foi uma Celina Pereira emocionada que entrou em palco para cantar “TCHORADINHA” e relembrar a grande importância que este músico teve na sua vida. Após os primeiros versos desta morna, Celina dirigiu-se à plateia e um dueto sentido fez-se ouvir na sala. A voz de Bana ecoou pelo São Jorge e algumas lágrimas não contidas caíram por vários rostos emocionados.

Estavamos a chegar ao fim e após umas palavras do Sr. Presidente de Câmara Municipal da Cidade Velha, Celina Pereira chamou a palco todos os que participaram neste espectáculo para, juntos, cantarem “Sôdade”.



A uma só voz, Cabo-Verde e Portugal festejaram a elevação da Cidade Velha a Património Mundial!

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Ficha Técnica
. Local: S. Jorge, Av. da Liberdade, Lisboa
. Horário: 21.30h
. Artistas:
  
. Batucadeiras de Cabo Verde
  
. Alma de Coimbra
  
. Entre Mornas e Fados
       
. Celina Pereira
       
. Duarte
       
. Carminho Moniz Pereira
       
. Vilma Vieira
. Apresentação: Vera Cruz
. Produção: Publicar
. Cenografia: Anésia Medeiros
. Direcção: António Gonçalves Pereira
. Apoio: EGEAC
. Organização: UCCLA e Câmara Municipal de Lisboa

publicado por Celina Pereira às 17:58
18
Jul
09

Natural da Ilha da Boa Vista Cabo Verde, Celina Pereira seguiu com a sua família para a ilha de S. Vicente quando apenas contava seis anos de idade. Da sua família herdou a veia artística. O seu avô paterno, pai de 17 filhos e padre católico, era filólogo, poeta, músico e pintor. Um homem que soube transmitir a sua enorme sabedoria e talento aos seus filhos.

 

Da mãe, Celina recorda o enorme apego à família, o carinho extremo com que tratava os que lhe eram queridos e a sua constante necessidade de agradar. Fala-nos do “Pudim de Queijo” que sempre esperava quem aparecia. E das mornas de Eugénio Tavares, que cantava ininterruptamente. E fados. O pai tinha sempre a telefonia ligada na BBC ou na Emissora Nacional. A mãe cantava sobre a voz de Amália.

 

Celina Pereira, menina de 8 anos, começou a cantar como solista do orfeão, na igreja protestante do nazareno. Seguiu-se o “Eden Parque”, no Mindelo, e os seus “Serões para Trabalhadores, sempre às escondidas do pai. A sua primeira actuação profissional foi em 1968, com 25 anos, a convite do Grupo Ritmos Cabo-Verdianos. Seguiram-se os convites de Bana para actuações nos saraus que organizava.

 

Em Portugal, a sua primeira actuação na televisão foi no programa “Arroz Doce” de Júlio Isidro, onde conheceu Eunice Muñoz e Marina Mota que actuavam como residentes. Isto, por ocasião da promoção do disco “Mar Azul - Cantá Mudjers”, resultante do 1º Festival de Vozes Femininas, organizado pela OMCV - Organização das Mulheres de Cabo Verde.

 

Desde sempre preocupada com as questões da preservação da memória colectiva e, consequentemente, da própria identidade do povo caboverdiano, Celina Pereira vem cumprindo – desde o seu primeiro LP "Força di Crêtcheu" gravado em Lisboa em 1986 –, a aventura de tentar recuperar o que de mais precioso tem a alma do seu povo.

 

Com pesquisas e recolhas efectuadas em Cabo Verde e na diáspora caboverdiana, Celina Pereira apresenta, num repertório de luxo, mazurcas, cantigas de casamento e mornas, cantigas de roda, lunduns, choros, lenga-lengas e toadas rurais, tudo fazendo parte integrante das mais ricas tradições orais caboverdianas. Com este aturado e sistemático trabalho tem possibilitado a salvaguarda de temas em vias de irrecuperável extravio.

 

Como artista multifacetada, Celina Pereira tem ainda desenvolvido actividade permanente em diversas áreas da comunicação, nomeadamente como jornalista de rádio e contadora de estórias, actividade iniciada em liceus e escolas de Boston, Massachussets, USA, desde 1990.

 

Nas suas palavras, canta a essência da alma e da vida Cabo-Verdiana. Nos festivais internacionais de música, integra-se na «world music» pelo seu repertório e qualidades vocais e interpretativas. O seu nome aparece ao lado de artistas como Youssou Ndour (Senegal), Célia Cruz (Cuba), Olodum, Daniela Mercury, Chico César, Carlinhos Brown, Martinho da Vila, Gilberto Gil (Brasil), Manu di Bango (Camarões), Rokia Traoré, Inez Mettzel (Argélia), Grupo TARTITT (Mauritânia – Mulheres Berberes), Al Jarreau, Bob McFeryn, Nina Simone, Manhatan Transfer (USA).

 

Tem-se apresentado em salas carismáticas como a Opera House, Alte Opper, Frankfurt; Quasímodo, Berlim; De Doelen, Rotterdam; Teatro Bebienna, Mantova, Itália; Tom Brasil, S. Paulo; CCB - Centro Cultural de Belém; Sala dos Espelhos do Palácio Foz, Lisboa; Convento dos Capuchos, Caparica, Portugal; Teatro Le Trianon; sempre muita aplaudida pela imprensa internacional.

 

No Frankfurt Algemeine Zeitung, jornal alemão, a música de Celina foi definida como tónico para europeus nervosos.

 

Com uma imagem marcante, olhos verdes e olhar penetrante, Celina diz que é uma mulher exigente e orgulhosa mas que não tem mau feitio. Inteligente e culta, é com grande empenho e dedicação que abraça os seus projectos e com muita garra que luta por eles. O céu é o seu único limíte e a sua flor preferida, a rosa amarela.

 

Celina Pereira, que é professora de formação e fala seis línguas, foi galardoada em 2003 pelo Presidente da República Portuguesa com a Medalha de Mérito – grau de Comendadora.

 

publicado por Celina Pereira às 17:23

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E-mail: celina.agp@gmail.com
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